sexta-feira, dezembro 22, 2017

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Ravenna - Séculos de inspiração



É rica a história de Ravenna, cidade situada no norte de Itália. Foi por três vezes, ao longo da sua história, capital: do Império Romano Ocidental, do Reino Ostrogótico e, finalmente, do Império Bizantino na Europa. A magnificência deste período deixou um legado extraordinário de monumentos históricos - há oito monumentos considerados Património da Humanidade da UNESCO.

É também uma das mais relevantes cidades no que toca à arte dos mosaicos, A arte do mosaico não nasceu em Ravenna, mas em Ravenna encontrou a sua mais ampla expressão - ali nasceu a iconologia cristã, um misto de simbolismo e realismo, de influências romanas e bizantinas. Mas há muito mais do que belos mosaicos: em Ravenna podemos passear por entre campanários e claustros monásticos, arte Romanesca, Gótica e Barroca.

Ali, segundo rezam as crónicas, terá sido o último refúgio de Dante Alighieri, e o palco de aventuras amorosas de Lord Byron, que ali viveu entre 1819 e 1821. Quem passa por Ravenna, não o faz sem se apaixonar. Hoje, como outrora, que o digam o poeta Boccaccio, que ali escreveu uma das suas mais belas obras, ou o pintor austríaco Gustav Klimt que bebeu inspiração da arte local. Também Herman Hesse, escritor e pintor alemão, que dedicou alguns versos à cidade, depois de a visitar.

Em suma, Ravenna encerra em si diferentes mundos. É Romana, Gótica, Bizantina e também medieval. Simultaneamente é, também, uma cidade moderna e hospitaleira, com uma vibrante agenda cultural e um futuro promissor.

Sabia que?

- Todos os anos, a cidade recebe o Festival de Ravenna - um dos mais relevantes da música clássica em Itália.

- A cidade é mencionada no Canto V da obra Inferno de Dante.

- Oscar Wilde escreveu um poema intitulado Ravenna em 1878.

- J.R.R. Tolkien, terá sido inspirado por Ravenna para criar a cidade de Minas Tirith, na obra Senhor dos Anéis.

sábado, novembro 25, 2017

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A origem do Carnaval de Veneza e suas Máscaras


A origem do Carnaval de Veneza remonta ao governo do doge Vitale Faleir (1084 – 1096), que o instituiu oficialmente através de um decreto datado de 1094. A palavra tem origem na expressão latina carnis laxatio, cujo significado é “abandono da carne”. Originalmente, o vocábulo teria sido associado a um comportamento casto dos penitentes no início da Quaresma, como uma espécie de purificação antes dos ritos Pascais.

quarta-feira, novembro 22, 2017

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As Fallas de Valência - Fogo, Tradição e Alegria.



Origem


Embora existam diferentes teorias sobre a origem destas festividades, terá sido no início do século XVIII que ganharam forma. Pouco antes do início da Primavera, os carpinteiros queimavam à noite, em frente de cada oficina, um engenho de madeira que utilizavam para iluminação. Para alimentar as fogueiras, os artesão utilizavam, também, pedaços de madeira que se iam acumulando ao longo do ano, juntamente com peças que já não utilizavam. Tratava-se de um ritual purificador e de renovação, que marcava o final do Inverno.

As Fallas foram evoluindo ao longo dos anos e deixaram de ser meras fogueiras, passando a incorporar elementos para que se assemelhassem a figuras humanas, como roupas e chapéus - estas estruturas viriam a chamar-se ninots. As figuras começaram a servir como elementos de crítica social, sempre de forma bem-humorada e sarcástica.

Ao longo dos tempos estas festividades foram ganhando cada vez maior destaque e dimensão, sendo que a parte estética começou progressivamente a ganhar maior relevância e a envolver cada vez mais a população. Os ninots foram crescendo em dimensão e detalhe, sendo que, nos dias que correm, alguns chegam a atingir cerca de 20 a 30 metros.

Aos poucos foram sendo introduzidos outros elementos festivos como fogo de artifício e música, que abrilhantam ainda mais as celebrações que se fazem sentir um pouco por toda a região de Valência, e que se tornaram parte integrante e indissociável da cultura local.


Sabia que?

- As Fallas são preparadas ao longo de todo o ano, maioritariamente nas oficinas da Cidade do Artista Fallero, em Benicalap.

- A Junta Central Fallera é responsável pela organização da festa e pela atribuição dos prémios para as melhores Fallas.

- O melhor ninot de cada Falla é exibido ao público em La Lonja. A escolha popular determina qual o melhor ninot, que será poupado das chamas e ficará em exposição no museu fallero, juntamente com os escolhidos dos anos anteriores.

- Todos os anos as Fallas mobilizam cerca de 100 mil valencianos, entre homens, mulheres e crianças.

Faça parte da festa

As ruas de Valência enchem-se de alegria e entusiasmo para as vibrantes celebrações das Fallas. Estas festas são a expressão máxima de arte, tradição, sátira e emotividade desta região. O povo valenciano vive a sua festa ao máximo e recebe todos os visitantes de forma calorosa. Venha experienciar uma festa de renovação, onde se dá as boas-vindas a uma nova temporada.




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sexta-feira, novembro 10, 2017

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Catedral Kazan - Moscovo, Rússia


Esta pequena catedral é uma réplica da original, demolida em 1936. A sua antecessora foi consagrada em 1637 e continha o ícone da Virgem Kazan. Este ícone era venerado por ter acompanhado o príncipe Dmitriy Pozharskiy durante a sua campanha vitoriosa contra os invasores polacos. Fotografias e plantas pormenorizadas, preservadas pelo arquitecto Pyotr Baranovskiy, serviram para a reconstrução da catedral em 1990-93. Foi novamente consagrada pelo patriarca Aleksey II na presença do presidente Boris Yeltsin e do presidente da Câmara de Moscovo. O ícone da Virgem Kazan que está na catedral é uma cópia, pois o original foi roubado em 1904.

quinta-feira, setembro 21, 2017

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O Dia dos Mortos, México

Imagem: Shutterstock

A fiesta mais característica do México é o Dia de Los Muertos onde, de acordo com a crença popular os mortos têm permissão divina para visitar os amigos e os familiares na Terra uma vez por ano – em geral, acredita-se que os espíritos das crianças chegam a 1 de novembro e os adultos a 2 de novembro. No dia 2, os mortos partem até ao ano seguinte.

domingo, setembro 10, 2017

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As Maravilhas de Angkor I - Angkor Wat

No conjunto dos santuários de Angkor, uma das grandes preciosidades da Humanidade, Angkor Wat é o crème de la crème. Se a região fosse um livro, este seria o primeiro capítulo. Para além de ser o mais bem conservado de todos, o templo é arquitectonicamente tão impressionante que se tornou um verdadeiro símbolo do Cambodja, constando não só da bandeira, mas também de todo e qualquer itinerário turístico que se preze.

quinta-feira, julho 13, 2017

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Mývatn, Islândia

Região de Mývatn
Fonte: Guide to Iceland

A área que envolve o lago de Mývatn (pronuncia-se mee-vaht) é considerada como, talvez, a mais bonita, mas também, a mais catastrófica de toda a Islândia. Isto porque (e começando pelo fim) nesta zona encontramos autênticos espectáculos do fogo da Islândia. As pseudo-crateras de Skutusstadir e as construções de basalto e magma petrificados de Dimmuborgir (onde se tem a certeza de que habitam elfos) contribuem para um cenário teatral e magnífico.

sexta-feira, junho 23, 2017

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Praia da Jalé, São Tomé e Príncipe: um santuário ecológico

É preciso percorrer um longo e penoso caminho em terra batida até chegar à belíssima Praia da Jalé mas, quando finalmente se alcança este local onde as tartarugas escolhem desovar, é fácil compreender por que é que é difícil lá chegar; afinal de contas, não se encontra o paraíso facilmente.

Tartaruga
Fonte: ATM

Encontramos o Jalé Ecolodge perto do Parque Natural Obô de São Tomé, próximo à linha imaginária do equador, numa área que integra vários ecossistemas.

quinta-feira, junho 22, 2017

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As roças de São Tomé e Príncipe

As roças de São Tomé e Príncipe assumiram-se como as bases da economia das ilhas até à sua independência, em 1975.

A palavra “roça” é usada para referir a estrutura de exploração do cacau e do café mas, não só; é também símbolo do modelo de expansão e penetração no território dessa estrutura.

Cacau

sexta-feira, junho 16, 2017

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Guia de boas práticas na cultura japonesa

Gueixa

O Japão é dos países que mais marcam aqueles que o visitam e que permanece na memória como um dos lugares a voltar a visitar. É impossível ver tudo numa só viagem mas não é impossível ser contagiado por toda a magia que envolve este distinto país. A forma de ser, de estar, de encarar a vida dos japoneses é incomparável.

Apesar de ser agora mais fácil alcançar lugares como o Japão, ainda não é clara a forma como conseguiremos adaptar-nos ao país. O comportamento do povo japonês é muito diferente do português e há que ter em conta determinados costumes e atitudes para facilitar a comunicação e a nossa integração no país.

Portanto… como é que nos devemos comportar?

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